quinta-feira, 31 de maio de 2012

Transformando através da música

Por seu poder criador e libertador, a música torna-se um poderoso recurso educativo a ser utilizado na Pré-Escola. É preciso que a criança seja habituada a expressar-se musicalmente desde os primeiros anos de sua vida, para que a música venha a se constituir numa faculdade permanente de seu ser.
A música representa uma importante fonte de estímulos, equilíbrio e felicidade para a criança. Assim, na Educação Infantil os fatos musicais devem induzir ações, comportamentos motores e gestuais (ritmos marcados caminhando, batidos com as mãos, e até mesmo falados), inseparáveis da educação perceptiva propriamente dita.
Até o primeiro ano de vida, as janelas escancaradas são as dos sentidos. “A criança está aberta para receber” , diz Muszkat. Contar histórias, pôr música na vitrola, agarrar e beijar, brincar com a fala são estímulos que ajudam o aperfeiçoamento das ligações neurais das regiões sensoriais do cérebro.
Gardner admite que a inteligência musical está relacionada à capacidade de organizar sons de maneira criativa e à discriminação dos elementos constituintes da Música. A teoria afirma que pessoas dotadas dessa inteligência não precisam de aprendizado formal para colocá-la em prática. Isso é real, pois não está sendo questionado o resultado da aplicação da inteligência, mas sim a potencialidade para se trabalhar com a música.
Musicalidade é a tendência ou inclinação do indivíduo para a música. Quanto maior a musicalidade, mais rápido será seu desenvolvimento. Costuma revelar-se na infância e independe de formação acadêmica.

 Musicalização é um processo cognitivo e sensorial que envolve o contato com o mundo sonoro e a percepção rítmica, melódica e harmônica. Ela pode ocorrer intuitivamente ou por intermédio da orientação de um profissional.
Se todos nascem potencialmente inteligentes, a musicalidade e a musicalização intuitiva são inerentes a todo ser humano. No entanto, apenas uma porcentagem da população as desenvolvem. Grandes nomes considerados gênios da música iniciaram seus estudos na infância, Mozart, Beethoven, Bach, Carlos Gomes e Villa Lobos, entre outros iniciaram seus estudos tendo como mestres os seus respectivos pais.
Embora o incentivo ambiental familiar e a iniciação na infância sejam positivos, não são essenciais na formação musical. Outros fatores podem ser estímulos favoráveis ao desenvolvimento da inteligência musical: a escola, os amigos, os meios de comunicação...
Talento e conhecimento caminham sempre juntos e um depende do outro. Quanto maior o talento mais fácil se torna o conhecimento. Quanto maior o conhecimento, mais se desenvolve o talento.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

O pacote de biscoitos



Certo dia uma moça estava à espera de seu vôo na sala de embarque de um aeroporto. Como ela deveria esperar por muitas horas resolveu comprar um livro para passar o tempo. Também comprou um pacote de biscoitos. Então ela achou uma poltrona numa parte reservada do aeroporto para que pudesse descansar e ler em paz. Ao lado dela se sentou um homem. Quando ela pegou o primeiro biscoito, o homem também pegou um. Ela se sentiu indignada, mas não disse nada. Ela pensou para si:Mas que cara-de-pau! Se eu estivesse mais disposta, lhe daria um soco no olho para que ele nunca mais esquecesse!




A cada biscoito que ela pegava, o homem também pegava um. Aquilo à deixava tão indignada que ela não conseguia reagir. Restava apenas um biscoito e ela pensou:

O que será que o abusado vai fazer agora?

Então o homem dividiu o biscoito ao meio, deixando a outra metade para ela. Aquilo à deixou irada e bufando de raiva.
Ela pegou o seu livro e as suas coisas e dirigiu-se ao embarque.
Quando sentou confortavelmente em seu assento, para surpresa dela o seu pacote de biscoito estava ainda intacto, dentro de sua bolsa. Ela sentiu muita vergonha, pois quem estava errada era ela, e já não havia mais tempo para pedir desculpas.



O homem dividiu os seus biscoitos sem se sentir indignado, enquanto que ela tinha ficado muito transtornada.

Quantas vezes em nossa vida nós é que estamos comendo os biscoitos dos outros, e não temos a consciência disto?
Pense com clareza. Há quem proceda de forma muito diferente da que você gostaria que fosse? Isso tira a sua calma e dá-lhe a impressão de que ninguém gosta de você? Mas raciocine claramente. Não será um desejo de receber, de satisfazer-se, de preencher a si próprio o motivo desse estado de espírito? Transforme-se. Busque mais dar do que receber. Você é capaz dessa mudança. Só podemos transformar o mundo à nossa volta mudando-nos ante a nós mesmos.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Morro do Chapéu

Simplesmente lindo


Morro do Chapéu, em Capitólio - MG



Trilhas, só 4X4


Mar de Minas!!!

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Presente para as mães


Sugestões de presentes para o Dia das Mães (Autoria: R. L. Silvado)
Escolher uma pessoa para apresentar cada presente. O ideal é que se escolha um juvenil,porém, se preferir, poderá utilizar os jovens, ou mesmo pessoas de diferentes idades. Cada pessoa deve entrar com uma caixa de presente nas mãos. Depois de recitar sua parte, deve descer e abraçar alguma das mães presentes. Os próximos a recitarem não precisam esperar que o anterior tenha abraçado uma das mães para entrar em cena. Dentro do pacote de presente pode haver alguma mensagem para a mãe que irá recebê-la.



O presente do escutar
Oi, mãe. Hoje eu queria prometer não mais lhe interromper. Nada de sonhar acordado, nada de planejar sua resposta. Apenas lhe escutar com interesse, afeto e atenção!


O presente do afeto
Mãe, eu quero sempre ser generosa com abraços e beijos, tapinhas nas costas e aperto de mãos na hora certa. Gosto de deixar que estas pequenas atitudes demonstrem o amor que eu tenhopor você.


O presente da risada
Mãe, bem que a gente poderia recortar uns desenhos de vez em quando. Compartilhar artigos ehistórias engraçadas. Mãe, eu adoro rir com você.


O presente de um bilhete
Mãe, eu posso lhe escrever um simples "Obrigado pela ajuda" ou mesmo escrever um soneto inteiro. Um bilhete, mesmo pequeno, manuscrito, pode ser suficiente pra que você lembre de mim por toda a vida. Quero lhe contar do meu amor e gratidão por tudo o que você fez por mim e simplesmente por ter me dado a vida.


O presente de um elogio
Mãe, eu já disse que você fica muito bem de vermelho? Ou que você faz a melhor comida domundo? Ou ainda que eu adoro quando você inventa de redecorar a casa? Eu sei que ouvir elogios pode tornar o dia de alguém melhor. Imagine o impacto de ouvir isto de sua própria filha?Adoro tudo o que você faz, mamãe. Acho você uma mulher incrivelmente talentosa.

O presente de um favor
Mãe, prometo sair da rotina e fazer sempre alguma coisa gentil por você. Que tal se eu telefonarsó pra perguntar como vai você, cortar a grama pra você ou ir comprar um pão quentinho napadaria?


O presente da solidão
Mãe, eu sei que há momentos quando você precisa ficar sozinha. Vou ser sensível a esses momentos e lhe dar o presente da solidão respeitando-lhe como pessoa sem entretanto deixar dúvidas quanto ao meu apoio incondicional.


O presente da disposição alegre
Eu sei que o caminho mais fácil para nos sentirmos bem é dizer uma palavra gentil a alguém,especialmente à nossa mãe! Pra mim, é super fácil dizer palavras simples como, "Olá" ou "MuitoObrigado." E eu sei que isso faz toda diferença pra você, mamãe.


O presente da fé renovada
Mãe, eu oro a Deus todos os dias por você, mas queria fazer isto na sua presença também. Querorepartir com você um trecho da Bíblia que traga uma mensagem de confiança e paz ao coração. Nós filhos somos bênçãos de Deus com todo o potencial necessário para abençoar os nossos pais. Vamos aproveitar este dia especial para deixar Deus usar o "seu presente" para tornar mais alegre a vida da nossa mãe. Peçamos agora a ajuda dele para escolher pelo menos umdos presentes que foram ofertados nesta noite.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

A fisiologia do Amor

 A ciência tem se aprofundado nos estudos para desvendar a complexidade do amor e quais os seus efeitos colaterais. O que eles descobriram: os “sintomas” de amor não são coisas do coração, mas sim, da mente e isso provoca reações fisiológicas no corpo.

Na fase da puberdade, o interesse pelo sexo oposto é despertado. Aquele menino chato começa a se tornar interessante e aquela menina metida se torna a realização de um sonho. Quem impulsiona essa mudança de pensamento são os hormônios sexuais, que nessa fase, começam a ser produzidos intensamente. O hipotálamo (figura 1) é quem envia mensagens químicas que ativam as glândulas produtoras de hormônios sexuais, como a testosterona nos meninos e estrógeno nas meninas. Os feromônios também podem atuar estar associados à fase de escolha do parceiro.

Quando o interesse é correspondido, acontece uma explosão de emoções e sensações. Elas são reguladas por hormônios e regiões específicas do cérebro. Acompanhe essas áreas na imagem abaixo.


A paixão provoca mudanças na regulação hormonal. O corpo sofre um aumento na liberação de endorfina, adrenalina e dopamina, e ocorre uma diminuição nos níveis de serotonina.

A endorfina produz sensações de relaxamento e prazer, resultando na típica “cara de bobo”. Quando se fala que a paixão cega, também está se referindo à ação desse hormônio. O cérebro fantasia a imagem de uma pessoa perfeita, anulando a razão.

A adrenalina e a norepinefrina estimulam o cérebro causando euforia, aceleração dos batimentos cardíacos e falta de sono e apetite. Esses efeitos são sentidos também em outras situações de fortes emoções.

A dopamina proporciona prazer e satisfação no relacionamento tornando o casal feliz. Também estimula a motivação por meio do reforço positivo da recompensa de amar e ser amado.

Os baixos níveis de serotonina estão relacionados ao sentimento de fixação pela pessoa amada. Os mesmos níveis são encontrados em doentes com Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC). Ou seja, a paixão aparentemente enlouquece de verdade.

Após um longo período juntos, o casal desenvolve o amor genuíno. Dessa vez, os hormônios relacionados são a ocitocina e a vasopressina. Esses hormônios contribuem para a união permanente, a necessidade mútua e a confiança um no outro, assim como a fidelidade.

Toda essa explosão estimulante de hormônios pode se tornar um vício. O corpo age como se estivesse sob o efeito de drogas e isso não é saudável. Por esse motivo é que há um limite para a duração da paixão. Os cientistas estimam que a paixão tenha a data de validade de um a dois anos e os níveis hormonais são estabilizados. Isso não é o fim da paixão, mas o avanço para um novo estágio da vida. Cabe ao casal decidir por manter viva a paixão ou não, com momentos cheios de dopamina, adrenalina, endorfina…

No infográfico a seguir, acompanhe as fases do amor e os efeitos que esses hormônios causam em cada parte do corpo dos apaixonados


 


terça-feira, 17 de abril de 2012

Kit felicidade

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Kit da felicidade
Ati­tu­des que dão sig­ni­fi­ca­do ao ca­sa­men­to.
por Pau­lo Pi­nhei­ro

O chi­nês Sang Lee, au­tor do li­vro Li­ber­te-se, dis­se nu­ma de suas con­fe­rên­cias que o casamen­to po­de ser uma ver­da­de ou um fa­to. E pros­se­guiu: “Qual­quer ca­sal que an­da jun­to na rua não pas­sa de um fa­to”.

Mas quan­do a com­pa­nhia en­tre duas pes­soas com­pro­me­ti­das pas­sa a ser ver­da­de? “So­men­te quan­do ex­pres­sam amor e sa­be­do­ria no re­la­cio­na­men­to”, ga­ran­tiu ele.

Pa­ra Lee, ver­da­de é “uma coi­sa ca­lo­ro­sa, agra­dá­vel e bo­ni­ta”. Ao ou­vi-lo, lem­brei-me de mui­tos ca­sos de es­tran­gei­ros se ca­san­do com ame­ri­ca­nas pa­ra con­se­guir uma car­ta de re­si­dên­cia nos Es­ta­dos Uni­dos. Es­ses ca­sa­men­tos são um fa­to, são le­gais, mas não são ver­da­de.

Cer­ta vez uma mo­ça che­gou cho­ro­sa ao tra­ba­lho e con­tou pa­ra os co­le­gas da se­ção ha­ver si­do abandona­da pe­lo ma­ri­do na­que­la ma­nhã. Es­pan­ta­da, de­sa­ba­fou: “Co­mo? Ele nun­ca re­cla­mou de na­da! Nun­ca dis­cu­ti­mos!” Ago­ra sei a cau­sa da­que­la se­pa­ra­ção: o ca­sa­men­to de­les era ape­nas um fa­to.

O pla­no de Deus em re­la­ção ao ca­sa­men­to é que ca­da união en­tre ho­mem e mu­lher se­ja também uma ver­da­de. “O pri­mei­ro in­gre­dien­te da ver­da­de” – en­fa­ti­zou o chi­nês – “é o amor; mas o amor não so­bre­vi­ve sem a sa­be­do­ria”, acres­cen­tou. En­quan­to o amor é um dom, al­go que bro­ta sem es­for­ço, a sa­be­do­ria é adqui­ri­da por meio da con­quis­ta. Re­sul­ta de nos­sa ini­cia­ti­va, é fru­to da pes­qui­sa.

A Bí­blia é uma fon­te de sa­be­do­ria ao nos­so dis­por. Se vo­cê é ca­sa­do, e quer sal­var o casamen­to, pres­te aten­ção a es­tes três con­se­lhos:





(1) “Me­lhor é o pou­co, ha­ven­do o te­mor do Se­nhor, do que um gran­de te­sou­ro, on­de há inquie­ta­ção” (Pro­vér­bios 15:16). A in­ten­ção do sá­bio Sa­lo­mão não é des­mo­ti­var os ca­sais na bus­ca do pro­gres­so material. Pe­lo con­trá­rio, ele es­tá ape­nas ex­pon­do uma das con­di­ções bá­si­cas pa­ra al­guém al­can­çar prosperi­da­de com fe­li­ci­da­de: vi­ver em har­mo­nia com Deus. Quan­do esque­ce­mos de Deus, cor­re­mos o risco de le­var uma vi­da va­zia, sem um pon­to de par­ti­da e sujeita à an­sie­da­de. “O te­mor do Se­nhor é o princí­pio da sa­be­do­ria” (Sal­mo 111:10), é a ên­fa­se da Bí­blia. O ca­sal que dei­xa de la­do as ba­ses da fé, perde de vis­ta os pro­pó­si­tos sa­gra­dos do matri­mô­nio. O ca­sa­men­to que des­car­ta a re­li­gião, em ge­ral minimi­za ou­tros prin­cí­pios fundamen­tais pa­ra o bem-es­tar do re­la­cio­na­men­to, co­mo o res­pei­to e a lealdade. E com o tem­po, o que pa­re­cia ver­da­de, de­mons­tra que nun­ca pas­sou de um fa­to.

(2) Pa­ra que o ca­sa­men­to se­ja sem­pre ver­da­de, con­vém ao ca­sal fi­car aten­to pa­ra o se­gun­do con­se­lho: “Me­lhor é a re­preen­são fran­ca do que o amor en­co­ber­to” (Pro­vér­bios 27:5). O casamen­to de­ve dis­por de tem­po pa­ra o de­sa­ba­fo dos res­sen­ti­men­tos. De­ve-se la­var rou­pa su­ja em ca­sa.
Nas pa­la­vras de Sa­lo­mão po­de-se achar que exis­te um apa­ren­te con­fli­to en­tre o amor e a sabe­do­ria; pois o amor es­con­de pa­ra não ma­goar, e a sa­be­do­ria ex­põe pa­ra es­cla­re­cer e aproximar.
Nes­sas ho­ras tem-se que di­zer pa­ra o amor: es­pe­re um pou­qui­nho, che­gou a vez da sa­be­do­ria. Co­mo a sa­be­do­ria é pru­den­te, ela se ma­ni­fes­ta sem­pre de mãos da­das com o amor. A sa­be­do­ria tra­ta com objetivida­de o as­sun­to em dis­cus­são, sem per­der de vis­ta a sub­je­ti­vi­da­de dos sentimentos de quem es­tá ouvin­do.
Se uma das par­tes não quer mais fa­lar nem ou­vir o que o ou­tro sen­te em re­la­ção a ela, é porque o ca­sal es­tá so­fren­do uma re­caí­da da ver­da­de pa­ra fa­to.

(3) O úl­ti­mo con­se­lho diz res­pei­to ao es­ta­do de es­pí­ri­to: “O co­ra­ção ale­gre é bom re­mé­dio, mas o espíri­to aba­ti­do faz se­car os os­sos” (Pro­vér­bios 17:22). Se vo­cês se sen­tem bem, pro­cu­rem ex­pres­sar is­so, atra­vés do ros­to e de ges­tos. Um ca­sa­men­to sem ex­pres­sões mú­tuas de ter­nu­ra e ca­ri­nho não é ver­da­de.

Paulo Pinheiro é Edi­tor da Casa Publicadora Brasileira
Fonte: Revista Sinais dos Tempos, 1999, Casa Publicadora Brasileira