quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Como purificar a água

Purificação de água - Classe de Amigo



A purificação da água ou potabilização é um processo que consiste no tratamento da água, a fim de remover os contaminantes que eventualmente contenha, tornando-a potável, isto é, própria para o consumo humano.

Dependendo da fonte da água, uma grande variedade de técnicas poderá ser empregada para esse fim.

Um dos nomes dado às unidades onde é feita a purificação de água é "estação de tratamento de águas", um nome que também é aplicado às unidades de tratamento de água residuais".

Fontes da água potável

A água para consumo público ou privado pode ser obtida de diversas fontes:

    Água subterrânea profunda - aquela que emerge de alguns poços localizados profundamente no subsolo. Esta terá sido filtrada naturalmente pelas camadas de solo e de rochas, sendo normalmente rica em carbonatos e em cálcio, magnésio, cloretos, além de pequenas quantidades de ferro ou de manganês, o que torna esta água especialmente agradável para beber e cozinhar. Se as dosagens dos elementos químicos forem excessivas para o consumo humano elas podem requerer algum tipo de tratamento especial.
    Água de lagos e reservatórios elevados - localizados na superfície terrestre, em áreas elevadas, onde são restritas as possibilidades de contaminação, se forem devidamente protegidas.
    Águas de rios, canais e reservatórios de planície - na superfície terrestre, em áreas mais baixas, onde são maiores as possibilidades de poluição ou de contaminação

Nestes casos o tratamento, numa Estação de Tratamento de Água pode ficar mais complexo e caro.

Separação/Filtração - embora não sejam suficientes para purificar completamente a água, é uma etapa preliminar necessária.

Filtros de areia rápidos - o uso de filtros de areia de acção rápida, é o tipo mais comum de tratamento físico da água, para os casos de água de elevada turvação. Em casos em que o gosto e o odor possam vir a constituir um problema, o filtro de areia pode incluir uma camada adicional de carvão activado. Recorde-se que os filtros de areia ficam obstruídos após um período de uso e devem ser lavados.

Desinfecção - A maior parte da desinfecção de águas no mundo é feita com gás cloro. Porém, outros processos tais como hipoclorito de sódio, dióxido de cloro, ozônio ou luz ultravioleta, também são utilizados em menor escala, dada a complexidade, alto custo e eficácia aquém das necessidades sanitárias do mundo atual. Antes de ser bombeada para os tanques de armazenamento e para o sistema de distribuição aos consumidores, equipamentos de cloração garantem a manutenção de uma quantidade de cloro residual, que continua exercendo a sua função de desinfectante até o destino final. A cloração de águas para consumo humano é considerada um dos maiores avanços da ciência nos últimos dois séculos, podendo ser comparada com a descoberta da penicilina ou mesmo a invenção do avião.

Coagulação ou floculação - Neste processo as partículas sólidas se aglomeram em flocos para que sejam removidas mais facilmente. Este processo consiste na formação e precipitação de hidróxido de alumínio (Al(OH)3) que é insolúvel em água e "carrega" as impurezas para o fundo do tanque.

Primeiramente, o pH da água tem que ser elevado pela adição ou de uma base diretamente, ou de um sal básico conhecido como barrilha (carbonato de sódio):

    Base: NaOH(s) → Na+(aq) + OH-(aq)
    Sal básico: Na2CO3(s) → 2 Na+(aq) + (CO3)2-(aq)
        CO32-(aq) + H2O(l) → HCO3-(aq) + OH-(aq)

Após o ajuste do pH, adiciona-se o sulfato de alumínio, que irá dissolver na água e depois precipitar na forma de hidróxido de alumínio.

    Dissolução: Al2(SO4)3(s) → 2 Al3+(aq) + 2 (SO4)3-(aq)
    Precipitação: Al3+(aq) + 3 OH-(aq) → Al(OH)3(s)

Sedimentação: os flocos formados vão sedimentando no fundo do tanque "limpando" ela.
[editar] Outras técnicas de purificação da água

Outros métodos para purificar a água, especialmente para fontes locais são a destilação e a osmose, embora envolvam custos elevados e manutenção complexa.

Para o uso doméstico, utilizam-se desde a Antiguidade:

·         Fervura - A água é aquecida até ao ponto de ferver, mantendo-se a fervura por, pelo menos, cinco minutos, tempo suficiente para inactivar ou matar a maior parte dos microorganismos que nela possam existir. Este tipo de tratamento não elimina o vírus da hepatite A que só é destruído a mais de 120 graus Celsius.

·         Filtração por carbono - Utilizando-se carvão de lenha, um tipo de carbono com uma extensa área, que absorve diversos compostos, inclusive alguns tóxicos. Filtros domésticos podem ainda conter sais de prata.

Destilação - O processo de destilação envolve ferver a água transformando-a em vapor. O vapor de água é conduzido a uma superfície de refrigeração onde retorna ao estado líquido em outro recipiente. Uma vez que as impurezas (solutos) não são vaporizados, permanecem no primeiro recipiente. Observe-se que mesmo a destilação não purifica completamente a água, embora a torne 99,9% pura.

Fonte: Wikipédia

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Cavalo de Tróia




O Cavalo de Tróia é uma estória conhecida da mitologia grega. Após anos de tentativas infrutíferas de invadir a fortaleza de Tróia, os gregos constroem um grande cavalo de madeira e o deixam às portas da cidade, como um presente. Os troianos tomam o cavalo como símbolo de sua vitória e o levam para dentro das muralhas, na praça central da cidade, sem saber que em seu interior estava o inimigo. À noite, enquanto todos dormem, guerreiros saem de dentro do cavalo e abrem os portões para que o exército grego entre e leve a cidade à ruína. Essa estória incrível levou ao surgimento de várias expressões que usamos hoje, sendo “cavalo de tróia” o termo genérico associado a vários ví­rus de computador. Existe também a expressão “presente de grego”, algo recebido como agradável, mas com consequências prejudiciais escondidas.
Todos estamos hoje preocupados com a saúde física, emocional e espiritual de nossa família. Isso é notório pela busca de moradias em condomínios fechados, com câmeras e seguranças motorizados. Em nossos lares, usamos chaves codificadas e “olho mágico” nas portas. Pesquisamos as escolas mais adequadas, com ambiente que estimule o desenvolvimento da sua capacidade e cultura dos nossos filhos. Buscamos conhecer os seus amigos e suas famílias, a fim de afastá-los de influências que possam prejudicar o seu desenvolvimento.
Porém todas estas muralhas que construímos em torno da nossa família de nada servem quando trazemos para o centro do nosso lar o Cavalo de Tróia. A televisão é uma comporta aberta que inunda a nossa casa com tudo o que lutamos para manter do lado de fora: a violência, futilidade, vingança, sexo, pornografia, materialismo. Enquanto celebramos a segurança das muralhas que construímos, nossa mente está sendo destruída pelos guerreiros que saíram do cavalo que nós mesmos colocamos em uma posição de destaque no centro de nossa sala.
A televisão define a forma com que nos relacionamos, nos ensina novas expressões, gírias, formas de tratamento, molda os nossos desejos e ambições. Enquanto estamos nos divertindo em frente ao cavalo de Tróia, aprendemos como trair criativamente, descobrimos novas formas de matar e infligir sofrimento, aumentamos nosso vocabulário de ofensas. Passamos o pouco tempo que temos em família – nossas refeições e tempo livre – em frente ao cavalo. Usamos cavalos cada vez maiores e com mais recursos – salas especiais, som, iluminação. Os sofás mais confortáveis dos nossos lares estão diante do nosso cavalo de Tróia pessoal. Alguns de nós, pensando que estamos trazendo conforto à nossa família, ainda colocamos cavalinhos nos quartos e em vários cômodos da casa, aumentando o seu poder de destruição.
A televisão nos leva a querer o que não precisamos ter, nos leva a conhecer o que não trará benefício, nos incentiva a sermos o que outras pessoas são, e não o que nós mesmos somos.
Você quer essa influência na sua família?

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

A semente da verdade...



Há muito tempo, na China, viveu um menino que gostava muito de flores.
Com mãos dedicadas, Ping, assim se chamava ele, cultivava orquídeas e outras flores, bambus e pequenos arbustos e ainda árvores de fruto. Cada planta tocada por ele crescia viçosa e forte.
Todos os habitantes do império gostavam também muito de flores e tratavam- -nas com igual carinho. Plantavam-nas por todo o lado e o ar era deliciosamente perfumado.

O Imperador gostava muito de pássaros e de outros animais mas, acima de tudo, preferia as flores.
Todos os dias, cultivava o seu próprio jardim. O tempo passou e o imperador , de idade avançada e sem filhos ou parentes próximos, precisou de escolher um sucessor.Quem poderia
ser o seu sucessor? Como o poderia escolher?
Dado que gostava tanto das flores, decidiu deixar que fossem elas a escolher por ele. No dia seguinte, enviou mensageiros a todos os cantos do império com uma ordem: os meninos deveriam dirigir-se ao palácio. Imediatamente, milhares de pequenos súbditos tomaram o caminho do palácio. O imperador aguardou que todas as crianças chegassem.
Apareceu, então, montado no seu cavalo branco, com um ar feliz. “Crianças”, disse ele, com voz determinada, “preciso de escolher o meu sucessor de entre vocês. Para isso, tenho uma tarefa muito especial para vos dar.”

Então, mostrou-lhes muitas sementes de flores. “Tenho aqui estas sementes. Quero que as levem e as cultivem. Quem me trouxer a flor mais bonita, mais cuidada, ao fim de um ano, será o meu sucessor”. Os pais sonhavam que os seus filhos tinham sido escolhidos como sucessores do Imperador e os meninos esperavam com ilusão o mesmo.

Quando Ping recebeu a sua semente das mãos do Imperador, foi o menino mais feliz de todos. Estava seguro que poderia cultivar a flor mais formosa. Ele era um excelente jardineiro. Quando chegou a casa, encheu um vaso com terra fértil. Depois, com mil cuidados, colocou a semente nela. Cuidadosamente, regou-a. Depois, estrumou-a, para que ela se desenvolvesse com vigor. Estava ansioso por vê-la brotar, crescer e florescer. Os dias passaram, depois, semanas… mas nada acontecia, a semente não germinava. 
Ping começou a preocupar-se. Decidiu pôr terra num vaso maior. Na sua inocência, pensou que esse deveria ser um factor importante para o início da vida de uma planta.
Em seguida, mudou a semente. Esperou algum tempo mas nada aconteceu. Ping desesperava. É que, por mais que Ping se esforçasse, a semente não brotava. O menino fez tudo o que podia: adubou mais a terra, colocou o vaso ao sol, regou a semente com água nascente, mas os seus esforços de nada valeram. Chegou a Primavera e, com ela, o fim do prazo dado pelo Imperador. Todas as crianças se prepararam para irem à presença do Imperador. No dia aprazado, todos acorreram ao palácio, acalentando a esperança de serem os eleitos. Ping estava envergonhado com o seu vaso vazio.
Pensou que os outros meninos iriam escarnecer dele porque não tinha sabido cultivar uma flor.
Ao palácio chegavam meninos carregando vasos com flores de todas as cores. Até o vizinho de Ping exibia, orgu-lhoso, as belíssimas flores do seu vaso. “Não conseguiste cultivar una planta tão bonita como a inha.”, disse-lhe o vizinho.“Já cultivei muitas flores melhores que a tua.” retorquiu Ping. Ping estava muito triste mas o pai reconfortou-o: “Fizeste o melhor que pudeste. A tua dedicação foi extrema, mas a semente não brotou. Não te envergo-nhes, filho. Diz a verdade ao Imperador. Talvez seja esta a lição que o imperador deseje que tu aprendas: algumas vezes, a verdade não é tão bonita como uma flor, mas precisamos de a encarar com coragem para vencer grandes desafios.” Animado com estas palavras de esperança, o rapaz pegou no vaso vazio e rumou ao palácio. Sentado no seu trono, o Imperador examinava minuciosamente as plantas. Perguntava a cada criança que lição aprendera com a semente e todas respondiam ter apren-dido sobre o talento, a perseverança e o dom necessário para fazer a semente brotar. 

Que linda era aquela enorme quantidade de flores! Porém, o Imperador permane-cia sério e não dizia uma palavra. Sua Majestade não esboçava sequer um sorriso. Finalmente, aproximou-se de Ping, que inclinou a cabeça, cheio de vergonha, esperando ser repreendido. “Se o imperador não aprovou aquelas plantas maravilhosas, o que não dirá do meu vaso contendo apenas terra? ”, pensou o rapaz, receoso. Ping fora-se atrasando intencionalmente e, quando deu conta, era o último da fila. “Vejamos”, perguntou-lhe o imperador, aproximando-se e falando com voz grave, “O que tens aí para me mostrar? Hum… Por que trouxeste um vaso vazio?” Ping começou a chorar e respondeu: “Senhor, pus a semente que me deu na terra, reguei--a e tratei-a com todos os cuidados mas não germinou. Pu-la num vaso maior mas tão pouco a situação melhorou.”. 

“Esperei o ano inteiro… mas nada. Estou envergonhado e peço perdão... Talvez tenha sido falta de sorte, mas dedicação não me faltou.” E concluiu: “ Refleti muito sobre qual seria a minha atitude e optei por dizer a verdade, relatar-lhe meu esforço e rogar- - lhe perdão.” Quando o Imperador escutou estas palavras, sorriu, abraçou Ping e exclamou, eufórico: “Encontrei! Encontrei uma pessoa digna de ser o próximo Imperador!” E dava pulos de alegria, como uma criança. “Não te envergonhes, rapaz. Deste o teu melhor. Levanta a ca-beça. És o meu futuro sucessor.” “E vós”, disse o Imperador, dirigindo-se aos outros, “Prestai atenção: Hoje, o valor que prevaleceu foi a verdade, a honestidade.” E, dirigindo-se novamente para Ping, continuou: 

“Vou-te explicar: eu tinha queimado todas as sementes antes de as entregar às crianças. Nenhuma poderia germinar, jamais. Portanto, entre todas as crianças que aqui estão, tu foste a única que cultivou a semente da verdade.” Voltando-se nova-mente para os seus pequenos súbditos, rematou: “Admiro a grande valentia de Ping de comparecer diante de mim com a sua verdade vazia. Assim, concedo- -lhe o título de «Imperador da China»”.





sábado, 14 de julho de 2012

Ser voluntário





“Fazer trabalho voluntário significa um comprometimento com o coração. É um dever estar ali, pois outras pessoas dependem de você e não há ninguém para te substituir”.


“Quanto mais me capacito como profissional, quanto mais sistematizo minhas experiências, quanto mais me utilizo do patrimônio cultural, que é patrimônio de todos e ao qual todos devem servir, mais aumenta minha responsabilidade com os homens”. (Paulo Freire no livro Educação & Mudança).





O que é ser Voluntário
Ser voluntário é doar seu tempo, trabalho e talento para causas de interesse social e comunitário e com isso melhorar a qualidade de vida da comunidade.
Existem diversas formas e oportunidades de participação:
Realizando ações individuais - Por exemplo: profissionais liberais (médicos, advogados etc.) que atendem a uma organização social ou pessoas carentes, ou outras iniciativas como estimular matrículas de crianças em escolas, alfabetizar adultos, doar sangue, dar aulas de artesanato, incentivar a coleta seletiva de lixo.
Participando de campanhas - Por exemplo: as campanhas de doação de sangue, de coleta de livros, de brinquedos, de alimentos, de reciclagem de lixo, do trote cidadão, pela paz, pelo voto consciente, entre outras.
Juntando-se a grupos comunitários - Apoiar a escola pública local, a associação de moradores ou atuando em alguma necessidade específica da comunidade como urbanização, saneamento e saúde, etc.
Trabalhando em Organizações Sociais - que atuam em diferentes causas e oferecem inúmeras oportunidades nas áreas da saúde, assistência social, educação, cidadania, cultura, meio ambiente.
Participando de Projetos Públicos - Trabalhando junto às diversas secretarias municipais e estaduais que visam à melhoria da cidade e das condições de vida da comunidade.
Sendo Voluntário em Escolas - Procurar alguma escola pública ou particular. Participar da Associação de Pais e Mestres da escola de seus filhos ou de outros projetos ligados ao voluntariado, por exemplo, Escola da Família que funciona nos finais de semana em todo o Estado de São Paulo.
Legislação
A Lei nº 9.608/98 caracteriza como trabalho voluntário a atividade não remunerada prestada por pessoa física a entidade pública de qualquer natureza, ou a instituição privada de fins não lucrativos que tenha objetivos cívicos, culturais, educacionais, científicos, recreativos ou de assistência social, inclusive de mutualidade.
Esta lei estabelece que o trabalho voluntário esteja previsto em contrato escrito - o Termo de Adesão que destaca a não existência de vínculo trabalhista no serviço voluntário.






sexta-feira, 6 de julho de 2012

Acampamento arrumando a mochila

MOCHILA DE ACAMPAMENTO - lista do que levar.

Arrumar a mala para acampamentos parece a coisa mais difícil deste Planeta.
 Mas nada como termos uma lista do que levar e dicas de como arrumar todas as coisas.