sábado, 16 de junho de 2012

Brincar.....é importante???


PORQUÊ É IMPORTANTE O ATO DE BRINCAR?


É de extrema importância a brincadeira para o desenvolvimento psicológico, social e cognitivo da criança, pois é através dela que a criança Consegue expressar seus sentimentos em relação ao mundo social. As atividades lúdicas preparam a criança para o desempenho de papéis sociais, para a compreensão do funcionamento do mundo, para demonstrar e vivenciar emoções. Quanto mais a criança brinca, mais ela se desenvolve sob os mais variados aspectos, desde os afetivo-emocionais, motor, cognitivo, até o corporal. É através da brincadeira que a criança vive e reconhece a sua realidade. Podemos dizer que a brincadeira não é apenas uma dinâmica interna da criança, mas uma atividade dotada de um significado social que necessita de aprendizagem. Tudo gira em torno da cultura lúdica, pois a brincadeira torna-se possível quando apodera elementos da cultura para internalizá-los e criar uma situação imaginária de reprodução da realidade. É através da brincadeira que a criança consegue adquirir conhecimento, superar limitações e desenvolver-se com indivíduo. Com imaginação, apresentação, simulação, as atividades com jogos são considerados como estratégia didática, facilitadora da aprendizagem, quando as situações são planejadas e orientadas por profissionais ou adulto, visando aprender, isto é, proporcionar à criança a construção de algum tipo de conhecimento, alguma relação ou desenvolvimento de alguma habilidade. O lúdico enquanto recurso pedagógico na aprendizagem, deve ser encarado de forma séria, competente e responsável. Usado de maneira correta, poderá oportunizar ao educador e ao educando, importantes momentos de aprendizagens em múltiplos aspectos. Considerando-se sua importância na aprendizagem, o lúdico favorecerá de forma eficaz o pleno desenvolvimento das potencialidades criativas das crianças, cabendo ao educador, intervir de forma adequada, sem tolher a criatividade da criança. Respeitando o desenvolvimento do processo lúdico, o educador poderá desenvolver novas habilidades no repertório da aprendizagem infantil. A importância do lúdico em psicopedagogia por Anita MAtos Santana 2007



PORQUE É IMPORTANTE BRINCAR?

Para CUNHA (1994), o brincar é uma característica primordial na vida das crianças. Segundo a autora o brincar para a criança é importante: · Porque é bom, é gostoso e dá felicidade, e ser feliz é estar mais predisposto a ser bondoso, a amar o próximo e a partilhar fraternalmente; · Porque é brincando que a criança se desenvolve, exercitando suas potencialidades; · Porque, brincando, a criança aprende com toda riqueza do aprender fazendo, espontaneamente, sem pressão ou medo de errar, mas com prazer pela aquisição do conhecimento; · Porque, brincando, a criança desenvolve a sociabilidade, faz amigos e aprende a conviver respeitando o direito dos outros e as normas estabelecidas pelo grupo; · Porque, brincando, aprende a participar das atividades, gratuitamente, pelo prazer de brincar, sem visar recompensa ou temer castigo, mas adquirindo o hábito de estar ocupada, fazendo alguma coisa inteligente e criativa; · Porque, brincando, prepara-se para o futuro, experimentando o mundo ao seu redor dentro dos limites que a sua condição atual permite; · Porque, brincando, a criança está nutrindo sua vida interior, descobrindo sua vocação e buscando um sentido para sua vida. (CUNHA, 1994) · Sendo assim fica claro que o brincar para a criança não é uma questão apenas de pura diversão, mas também de educação, socialização, construção e pleno desenvolvimento de suas potencialidades.



Bibliografia

PIAGET, Jean. A representação do mundo na criança. Record; Rio de Janeiro. PIAGET, Jean. O nascimento da inteligência da criança. Rio de Janeiro: Zahar, 1982. VIGOTSKY, L.S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1984. VIGOTSKY, L.S. Pensamento e Linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1987. OLIVEIRA, Zilma de Moraes Ramos de (org). 2000. Educação infantil: muitos olhares. São Paulo: Cortez. 



sexta-feira, 8 de junho de 2012

A minhoca fofoca

A Minhoca Fofoca


A minhoca Fofoca gostava muito de fofocar.
Se alguém passava, ela logo começava a falar. E ria assim: Ih! Ih! Ih!
E ela falava de todo mundo:

- Que pessoal deselegante! Não há ninguém nesta cidade que seja decente. Todo mundo é pobre. Horrível!

E a minhoca Fofoca ria assim: Ih! Ih! Ih!

Ela não perdoava ninguém. Falava mal de todos:

- Dona Barata não cuida dos filhos. Também é uma tonta!

Quando a dona Barata passava, ela gritava bem alto:

- Barata tonta! Barata tonta!

Depois se escondia.

Dona Barata ficava furiosa, mas não podia fazer nada porque não sabia de onde vinha aquele comentário tão maldoso. Só ouvia aquela risada: Ih! Ih! Ih!

A minhoca Fofoca era muito esperta. Zombava de todos, mas ninguém sabia que era ela. Só ouviam aquela risada: Ih! Ih! Ih!

Ela perdia tanto tempo na janela que era um horror. E ficava lá, esperando alguém passar.
- Bom dia seu Besouro. Já vai trabalhar?

Seu Besouro, que não gostava muito de conversar, cumprimentava-a com um “Dia” meio atravessado e ia embora.

- Que horrível! E ainda se acha o máximo! Todo empinado, mas tão fedido.

E ria assim: Ih! Ih! Ih!

A minhoca Fofoca ouvia atentamente e até dava conselhos. E gostava de viver assim. Falava do sr. Grilo para dona Coruja, da dona Coruja para o sr. Esquilo, do sr. Esquilo para seu Castor, do seu Castor para dona Borboleta. E ninguém sabia que ela falava de um para o outro.
Um dia, por causa de uma de suas intrigas, formou-se uma baita briga em frente à casa dela.
Porque fofoca dá nisto: confusão. A fofoqueira abriu a janela como de costume, para se divertir com aquela bagunça.

Até que ela não agüentou e começou a rir: Ih! Ih! Ih!

Ria tão alto que chamou a atenção dos brigões.

Ih! Ih! Ih!

Todos ficaram em silêncio, ouvindo as risadas da minhoca. Fofoca, que ria cada vez mais alto: Ih! Ih! Ih! Ih! Ih! Ih!

Foi então que a minhoca Fofoca percebeu todos sérios, olhando diretamente para ela.
Seu Besouro, o que não gostava de falar, falou:

- Então foi a senhora que fez toda esta confusão! A senhora devia se envergonhar.

E a confusão ficou maior ainda. Fofoca fechou a janela e ficou escondidinha, cheia de medo.
No outro dia bem cedo, ela abriu de novo a janela para fofocar. Chamou dona Barata que passava, mas ela não lhe deu atenção.

- Hunf! Quem se importa com ela? – resmungou Fofoca.

- Vou ao mercado falar com os outros amigos. Eu tenho muitos.

E ela foi. Mas tentou puxar conversa com seu Castor, e ele nem ligou. Procurou dona Borboleta, e ela fingiu não ouvir.

O sr, Esquilo virou a cara. 

Procurou então seu Besouro e ele fechou a porta na cara dela. Agora até os filhotes fugiam dela.
Foi aí que a minhoca Fofoca compreendeu o que havia feito com ela mesma. Antes colocava uns contra os outros. Agora estavam todos contra ela. E começou a chorar: buáaaa!!
A solidão é uma coisa muito triste. O que ela ia fazer?

- Dona Fofoca, a senhora está arrependida? – perguntou alguém.

- Estou – respondeu a minhoca.

- Buáaa!! Então a senhorita precisa deixar de fazer duas coisas.

- O quê? Buáaa!! Buáaa!!

- A primeira é parar de chorar.

-Sim. Sim. – disse a fofoqueira enxugando as lágrimas.

- E a segunda?

- Esta é mais difícil: deixar de fofocar. A minhoca Fofoca pensou, pensou, pensou. E lembrou-se do Criador.

Se Ele gostava das coisas em ordem e queria que todos vivessem em paz, não podia gostar de fofoca. Ela certamente estava errada, semeando confusão. Finalmente falou:

- Tá bom! Mas e meus amigos?

- O que eu faço para eles voltarem a falar comigo?

- É simples, peça desculpas  e depois conquiste a confiança de todos.

Fofoca ficou feliz, parou de chorar e foi deporta em porta, pedindo desculpas a um por um.
Dona Coruja ficou sorrindo toda satisfeita. E tudo mudou para a minhoca Fofoca. Até sua ficou mais bonita. Hoje ela é uma senhora responsável que ocupa  seu tempo com coisas boas.
E, quando está na janela, não é mais para falar mal dos outros. Quando alguém passa, ela faz questão de só dizer coisas boas.

Seu Besouro tornou-se um grande amigo dela e gosta muito de sua conversa.
Toda a vizinhança passa pela janela da minhoca Fofoca, e ela tem sempre alguma coisa boa para dizer a eles.

Até os filhotes pedem que ela lhes conte histórias que falem a respeito de amor e amizade.
A minhoca Fofoca continua a rir assim:
Ih! Ih! Ih! Mas agora é de FELICIDADE

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Transformando através da música

Por seu poder criador e libertador, a música torna-se um poderoso recurso educativo a ser utilizado na Pré-Escola. É preciso que a criança seja habituada a expressar-se musicalmente desde os primeiros anos de sua vida, para que a música venha a se constituir numa faculdade permanente de seu ser.
A música representa uma importante fonte de estímulos, equilíbrio e felicidade para a criança. Assim, na Educação Infantil os fatos musicais devem induzir ações, comportamentos motores e gestuais (ritmos marcados caminhando, batidos com as mãos, e até mesmo falados), inseparáveis da educação perceptiva propriamente dita.
Até o primeiro ano de vida, as janelas escancaradas são as dos sentidos. “A criança está aberta para receber” , diz Muszkat. Contar histórias, pôr música na vitrola, agarrar e beijar, brincar com a fala são estímulos que ajudam o aperfeiçoamento das ligações neurais das regiões sensoriais do cérebro.
Gardner admite que a inteligência musical está relacionada à capacidade de organizar sons de maneira criativa e à discriminação dos elementos constituintes da Música. A teoria afirma que pessoas dotadas dessa inteligência não precisam de aprendizado formal para colocá-la em prática. Isso é real, pois não está sendo questionado o resultado da aplicação da inteligência, mas sim a potencialidade para se trabalhar com a música.
Musicalidade é a tendência ou inclinação do indivíduo para a música. Quanto maior a musicalidade, mais rápido será seu desenvolvimento. Costuma revelar-se na infância e independe de formação acadêmica.

 Musicalização é um processo cognitivo e sensorial que envolve o contato com o mundo sonoro e a percepção rítmica, melódica e harmônica. Ela pode ocorrer intuitivamente ou por intermédio da orientação de um profissional.
Se todos nascem potencialmente inteligentes, a musicalidade e a musicalização intuitiva são inerentes a todo ser humano. No entanto, apenas uma porcentagem da população as desenvolvem. Grandes nomes considerados gênios da música iniciaram seus estudos na infância, Mozart, Beethoven, Bach, Carlos Gomes e Villa Lobos, entre outros iniciaram seus estudos tendo como mestres os seus respectivos pais.
Embora o incentivo ambiental familiar e a iniciação na infância sejam positivos, não são essenciais na formação musical. Outros fatores podem ser estímulos favoráveis ao desenvolvimento da inteligência musical: a escola, os amigos, os meios de comunicação...
Talento e conhecimento caminham sempre juntos e um depende do outro. Quanto maior o talento mais fácil se torna o conhecimento. Quanto maior o conhecimento, mais se desenvolve o talento.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

O pacote de biscoitos



Certo dia uma moça estava à espera de seu vôo na sala de embarque de um aeroporto. Como ela deveria esperar por muitas horas resolveu comprar um livro para passar o tempo. Também comprou um pacote de biscoitos. Então ela achou uma poltrona numa parte reservada do aeroporto para que pudesse descansar e ler em paz. Ao lado dela se sentou um homem. Quando ela pegou o primeiro biscoito, o homem também pegou um. Ela se sentiu indignada, mas não disse nada. Ela pensou para si:Mas que cara-de-pau! Se eu estivesse mais disposta, lhe daria um soco no olho para que ele nunca mais esquecesse!




A cada biscoito que ela pegava, o homem também pegava um. Aquilo à deixava tão indignada que ela não conseguia reagir. Restava apenas um biscoito e ela pensou:

O que será que o abusado vai fazer agora?

Então o homem dividiu o biscoito ao meio, deixando a outra metade para ela. Aquilo à deixou irada e bufando de raiva.
Ela pegou o seu livro e as suas coisas e dirigiu-se ao embarque.
Quando sentou confortavelmente em seu assento, para surpresa dela o seu pacote de biscoito estava ainda intacto, dentro de sua bolsa. Ela sentiu muita vergonha, pois quem estava errada era ela, e já não havia mais tempo para pedir desculpas.



O homem dividiu os seus biscoitos sem se sentir indignado, enquanto que ela tinha ficado muito transtornada.

Quantas vezes em nossa vida nós é que estamos comendo os biscoitos dos outros, e não temos a consciência disto?
Pense com clareza. Há quem proceda de forma muito diferente da que você gostaria que fosse? Isso tira a sua calma e dá-lhe a impressão de que ninguém gosta de você? Mas raciocine claramente. Não será um desejo de receber, de satisfazer-se, de preencher a si próprio o motivo desse estado de espírito? Transforme-se. Busque mais dar do que receber. Você é capaz dessa mudança. Só podemos transformar o mundo à nossa volta mudando-nos ante a nós mesmos.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Morro do Chapéu

Simplesmente lindo


Morro do Chapéu, em Capitólio - MG



Trilhas, só 4X4


Mar de Minas!!!